Enxaqueca não tem causa psicológica.
Enxaqueca é psicológica?
A enxaqueca, infelizmente até hoje, é mal interpretada como sendo de causa psicológica. Por muitos séculos, no passado, a medicina – a ciência médica bem intencionada – foi atribuindo tudo aquilo que ela não entendia a origens psiquiátricas, psicológicas ou psicossomáticas.
Assim ocorreu com doenças como:
- Epilepsia
- Doença de Parkinson
- Psicose maníaco-depressiva
- Esquizofrenia
- Insônia
- Discinesias
- Distúrbios extrapiramidais
Todas essas doenças são hoje tidas pela ciência como sendo causadas por distúrbios bioquímicos cerebrais.
E o mesmo ocorre com a enxaqueca.
Embora ninguém em sã consciência acredite, atualmente, que essas outras doenças possuam causa psicológica, este não é o caso para a enxaqueca.
A enxaqueca continua sendo, até hoje, considerada por muitos como sendo uma doença do stress; uma doença que você pega porque é neurótico, perfeccionista ao extremo, ou tem algum distúrbio emocional. E isso simplesmente não é verdade.
O Impacto Psicológico da Dor
Muitos indivíduos conseguem passar por experiências dolorosas sem, contudo, apresentar forte componente emocional ou sofrimento. Outros, porém, sofrem desesperadamente mesmo diante de dor mínima.
É exatamente sobre essa complexa e desafiadora interconexão de mente e corpo inerente à natureza humana e seu modo de expressar angústias e necessidades, que vamos nos voltar.
A dor constitui, na verdade, parte inevitável da vida.
A maioria das pessoas com dor (ou doença) aguda possui mecanismos psíquicos adequados para absorver seus temores; buscar, obter e responder ao tratamento; assim como obter reações apropriadas por parte de seus familiares, amigos, colegas de trabalho, professores e empregadores; de modo que, quando o sintoma regride, tudo volta ao normal.
Por outro lado, à medida que o fenômeno doloroso se prolonga e/ou recorre, como é o caso da enxaqueca, tais “recursos internos” podem esgotar-se com rapidez. O indivíduo entrega-se a preocupações e dúvidas, ao mesmo tempo que a tolerância por parte da família, amigos e empregadores vai se dissipando.
De modo que existe uma forte diferenciação entre o paciente com dor aguda (em outras palavras, dor que começou há pouco tempo) e aquele com dor crônica, prolongada, recorrente, como é o caso da enxaqueca.
Sequelas Psicológicas
Em outras palavras, a enxaqueca não é psicológica, mas pode acabar por acarretar problemas na esfera psíquica.
Os problemas psicológicos não são causa, mas sim efeito, da enxaqueca. E estes podem ser vários, e nem tão difíceis de entender.
Imagine alguém que machuca a mão (esqueça a cabeça) agora. Todo mundo vai perguntar se está doendo muito. Se estiver, vai ao médico, passa alguma pomada, imobiliza, deixa em repouso por uma semana, e aí a dor passa. Fim da história. Todos – tanto o paciente como amigos, familiares e empregadores – compreenderam o problema e possuíram mecanismos psíquicos adequados para enfrentá-lo.
Imagine agora alguém com uma dor de cabeça que não vai embora, ou então vai e fica voltando nas horas mais estranhas. E que essa dor pode ser provocada por stress, menstruação, comidas, bebidas, sorvete, cinema, claridade e tudo o mais.
Além disso, com todos os exames da cabeça insistindo em resultar normais.
Esses mecanismos psíquicos de defesa se esgotam, levando a uma série de problemas. Este é o caso para muitos portadores de enxaqueca. Isso para não falar nos mecanismos psíquicos do chefe da vítima, que se esgotam assustadoramente rápido, causando outra série de problemas. A não ser, é claro, que o chefe também sofra de enxaqueca.
Para alguns desses enxaquecosos (e suas famílias), a dor pode acabar se tornando a tônica no relacionamento. O sofrimento torna-se o foco central da vida.
Aí é que entra o aspecto psicológico da dor crônica em geral, e da enxaqueca em particular. Nesses casos, o tratamento psicológico não reverte a enxaqueca, mas age sobre as sequelas da dor.
Desvendando Mistérios Sobre Enxaqueca
Mas afinal, o que causa enxaqueca? O que faz com que algumas pessoas sofram desse problema e outras não?
Para responder a essa pergunta, os cientistas vêm trabalhando há muitos séculos. Visite este artigo para saber o que é enxaqueca. E leia este livro para saber como é possível minimizá-la.
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